Lixo tóxico é um risco para as pessoas e para o Meio Ambiente
Coleta de resíduos tóxicos não será mais ampliada em Curitiba
Em Curitiba, existe um sistema de coleta de lixo tóxico doméstico que funciona ao lado dos 24 terminais de ônibus da cidade. Este projeto deveria ter sido expandido para os locais públicos de grande fluxo de pessoas como praças, feiras livres e parques como dizia o projeto de lei do vereador João Luiz Cordeiro (PSDB), o João Suco. O projeto que tinha sido aprovado em segundo turno, na Câmara Municipal de Curitiba, no dia 26 de março deste ano, foi vetado pelo prefeito Beto Richa e sustentado por 25 vereadores em maio deste ano.
Desde a criação do já existente programa de Coleta Domiciliar de Lixo Tóxico, em 21 de setembro de 1998, até o ano de 2005 (ultima atualização), o programa já havia coletado mais de 69 toneladas. (Confira o gráfico.) Essa separação de resíduos tóxicos é uma iniciativa de crescimento sustentável que implica em um melhor manuseio do lixo.
O lixo tóxico causa vários tipos de reações, tanto para o meio ambiente, quanto para as pessoas. As chuvas ácidas, a poluição dos lençóis freáticos e as mutações de pequenos seres são alguns destes danos provocados na natureza; mas os riscos não se restringem apenas ao meio ambiente. No homem, doenças graves como: câncer, edema pulmonar, osteoporose e danos ao sistema nervoso podem aparecer. Mas a falta de conscientização das pessoas faz com que não façam a separação do tóxico, orgânico e reciclável. Com isso, nem 5% do lixo tóxico é destinado para as centrais especializadas.
Cada tipo de resíduo tem um tratamento diferenciado. Os tóxicos são mandados para a estação de tratamento Essencis, situada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), e lá passam por muitas etapas até que não apresentem mais riscos para o meio ambiente e também para as pessoas. O IAP (Instituto Ambiental do Paraná) é o responsável pela fiscalização periódica de todas as estações de tratamento e também estabelece a entrega mensal de relatórios para o monitoramento das águas subterrâneas.
Do lixo gerado nos centros urbanos, calcula-se que 35% a 45% do que vai para os aterros sanitários, lixões regulares ou lixões a céu aberto, são compostos por materiais que poderiam ser reaproveitados e pelos resíduos tóxicos, que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
A Secretaria de Municipal de Meio Ambiente vem tentando conscientizar mais a respeito da separação do lixo por meio de trabalhos de capacitação com professores das escolas municipais e também os alunos dos colégios municipais por meio de gibis, atividades ambientais e teatro com bonecos.
São lixos tóxicos: pilhas, baterias, tintas, solventes, remédios vencidos, lâmpadas fluorescentes, inseticidas, embalagens de agrotóxicos e produtos químicos.
A coleta deste lixo é feita por um caminhão próprio da prefeitura um dia por mês. Os dias destinados para cada terminal estão fixados no site: www.curitiba.pr.gov.br e nas ruas da cidadania. As datas e locais de coleta também podem ser verificadas pelo número 156 central telefônica da prefeitura.
Foto: Mitsi de Freitas Velasques, 75 anos, moradora do bairro alto e adepta da coleta de lixo tóxico e reciclável.
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Fontes para entrevistas:
- Instituto Lixo e Cidadania
Rua Salvador de Maio, 207
CEP 80215-350 – Curitiba-PR
(41) 3079 – 8620
contato@lixoecidadaniapr.org.br
- Centro de Reciclagem Curitiba
Compra de Papel Velho e Papelão, Fragmentação de Documentos.
R Emílio Romani, 1370 - Cidade Industrial
Curitiba - PR - CEP: 81460-020
Tel: (41) 3389-0075
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