Diariamente chegam ao aterro da Caximba 2.700 toneladas de 'lixo', destas toneladas, aproximadamente 1.200 tonelada é de orgânico, ou seja, boa parte comida. Essa tonelada de comida só não é menor pela falta de conscientização para o desperdício. Quando se fala sobre o desperdiçar é difícil fazer com que as pessoas coloquem menos em seus pratos, mas e se falarmos em dinheiro? Essa tonelada de comida jogada no lixo representa 11 milhões e 400 mil reais/dia, valor estipulado se comparado a média do valor cobrado pelo quilo de comida em seis diferentes restaurantes de Curitiba, sendo que o valor do quilo variou de R$5 a R$19,90.
Se esses milhões fossem divididos entre as 3.260.292 pessoas que habitam Curtiba e Região metropolitana ainda daria o valor de mais ou menos R$3,52/dia, ou R$ 105,60/mês para cada habitante. O que dá em torno de 11kg de comida per capita no lixo por mês. Isso se considerássemos que todo o lixo orgânico é resto de comida derivado do desperdício. Mas nem tudo é. Há no lixo cascas de frutas, sementes e ossos de boi, carneiro, etc., derivados do que já foi um churrasco.
Essa estimativa é realizada com base no valor total de orgânicos que vai para o aterro, pois não existem dados que mostrem quanto dessas toneladas é realmente por conta do desperdício. Essa 1.200/dia de tonelada de orgânico corresponde a 8 anos da vida útil do aterro da Caximba.
Não há como saber quantos quilos são referentes a cada coisa, pois o que vai para a caximba é prensado e jogado tudo junto em um grande bolo que irá ser amassado pelos tratores até que possam receber a camada de terra por cima. Então, não há separação no Aterro Sanitário da Caximba, pois esse não é o seu trabalho. Este serviço deve ser realizado por cada um em suas casas, para que na coleta de lixo, os caminhões responsáveis por cada tipo de resíduos, orgânicos e recicláveis possam levar corretamente para o tratamento específico.
Atualmente o Aterro Sanitário recebe os resíduos do município de Curitiba e mais 15 municípios da Região Metropolitana sendo eles: Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo, Campo Magro, Campina Grande do Sul, Contenda, Colombo, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha e São José dos Pinhais.
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Fontes para entrevistas:
- Luiz Celso Coelho da Silva, engenheiro civil (Sanitarista), especialista em Gestão Ambiental
(41) 3338-8399 (Departamento de Limpeza Pública)
Rua Nilo Peçanha, 1445 – São Francisco.
E-mail: lsilva@smma.curitiba.pr.gov.br
- Luiz Henrique de Oliveira Viana, bacharel licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Maringá em 2004, inscrito no CRBio 50169-7, atua na Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba
(41) 3350 9272
Avenida Manoel Ribas, 2727 – Mercês.
E-mail: lviana@smma.curitiba.pr.gov.br
- IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Rua Carlos de Carvalho, 75 - 4º andar – Centro.
Telefone: (041)3323-1529
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